Tem gente, situações e momentos, que a gente lembra com carinho e tem aquela saudade gostosa, que para mim é, quando a saudade não dói. Ainda que tenha havido maus momentos, é bom lembrar e não se tem aquela vontade de voltar no tempo, de reviver o que foi bom e tentar mudar o que foi ruim, porque você sabe que o que veio depois disso também foi bom e que o bom da vida é que ela muda sempre.
Certos “alguéns”, passam e permanecem muito mais tempo do que gostaríamos. Na verdade, nosso desejo era não tê-los conhecido. Mas como sempre dizem, nada acontece por acaso, então mesmo as pessoas desagradáveis podem ter algo a ensinar.
Aliás, o acaso também traz pessoas, por momentos tão breves, que mal dá tempo de perguntar o nome, mas que te proporcionam boas reflexões, boas ideias… Boas conversas…
O mais difícil de tudo é quando desejamos que as pessoas fiquem para sempre, e mesmo assim, elas se vão. Essa é a saudade mais doída, que causa mais revolta, tristeza e desânimo. Nesse momento, sim, nós desejamos voltar no tempo e mudar as coisas, porque parece que só as lembranças não bastam. A gente se sente injustiçado.
De todos os passageiros, os meus preferidos, são os que foram, mas voltaram. Talvez não com a mesma cara, os mesmos assuntos, as mesmas ideias, mas voltaram. E como é bom ter de volta, alguém que a gente achava que teria mais.
Não é que as pessoas sejam posses, mas o que elas representaram para nós, é coisa nossa Somos tutores do que nossos passageiros fizeram por nós.
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