A gente começa a reclamar da vida, do universo que parece conspirar contra nós,
nos sentimos frustados com o tratamento que estamos recebendo dos outros.
Constantemente achamos que o problema é o outro, mas, será que estamos
oferecendo ao outro o que gostaríamos de receber deles ?
Essa história de que a gente colhe o que planta é velha, mas ainda faz muito
sentido. Seja por visão religiosa ou simplesmente por observação do comportamento
humano.
Estamos muito ligados a devolver na mesma moeda, logo, se eu passar meu dia
reclamando e esbravejando, possivelmente não vou atrair um abraço carinhoso.
Se eu tratar alguém como se ela não fizesse diferença pra mim, em algum momento
essa pessoa será apática em relação a mim.
Se eu não for educada ou honesta com as pessoas que convivo, certamente serei
evitada por elas. Por que, convenhamos, ninguém quer fazer o tal papel de
trouxa. Inclusive você.
Daí entramos na batalha de quem é mais cruel, quem dá mais patada... E até aí
nenhuma vantagem a não ser mais amargura.
Bem como, se eu jogar lixo nas ruas, provavelmente essas ruas vão alagar e a partir daí, só prejuízo, tanto para o mal educado, quanto para aqueles que tem consciência.
Além disso, um outro exemplo, é que queremos colher sucesso, mas só plantamos
pedidos e nenhuma ação. Corremos atrás do ouro só no pensamento, porque na hora
de realizar não temos coragem e preferimos esperar que algo maravilhoso, de
preferência divino aconteça... Aí não dá né? Aí não tem santo que resolva.
Infelizmente não posso dizer que todo o bem será recompensado com o bem, assim como nem todo o mal é punido. O que posso dizer é que, se a gente trabalhar a compreensão e a empatia, é provável que nossos problemas sejam mais importantes para os outros.
Sugiro que quando as coisas estiverem difíceis, paremos para pensar no que estamos plantando.

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