Um tempo
desses, assisti a um vídeo que falava do poder das palavras. O vídeo tratava
principalmente da banalização de palavras que denominam deficiências.
Avaliei como
eu, até então utilizava a palavra retardado:
Qualquer um
que fizesse uma besteira, inclusive eu mesma, se enquadraria na denominação de
retardado para mim. Eu usei e confesso que tenho que me policiar, para não
continuar usando a palavra retardado para denegrir, mas com aquela ideia de que
era engraçado, sabe?
Mas o que
realmente significa a palavra retardado?
Adjetivo substantivo masculino
Diz-se de ou indivíduo cujo desenvolvimento mental está aquém do índice normal para sua idade.
Bom, sabendo
a definição correta, eu não acredito que haja graça, muito menos que seja uma
ofensa. É uma deficiência, ora!
Deve ser daí
que vem o nosso medo de usar o nome correto das deficiências. Haja vista que
nem a palavra deficiência queremos usar.
Muitas vezes
a gente diz que a pessoa: “é doente”,” tem problema” ou mesmo “é especial”, por achar que a denominação deficiente
mental, é ofensivo.
Primeiro que
não precisa ter deficiência intelectual para ser especial. E embora o exemplo
que eu tenha em casa, seja muito especial, ele é especial para mim, pelo que
ele representa em minha vida e não simplesmente por ter uma deficiência.
Dizer que uma
pessoa tem deficiência mental não é crueldade, não é desrespeito e não deveria
constranger.
Nós distorcemos
o sentido das palavras, associamos a ofensas e quando encontramos alguém que se
enquadre na definição daquela palavra, pensamos: “Ah, tadinho. Não vou chamá-lo
disso. Ele vai achar que sou preconceituoso.”.
Aff...
Deficiência é sinal de que a pessoa tem dificuldade em executar algo, que
alguém definiu como normal, mas não por isso, a pessoa deixa de ter
habilidades. Todo mundo está aqui por algum motivo. Um portador de deficiência
não é coitado, não precisa ter dó, precisa apenas entender e respeitar as
limitações.
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